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sábado, 3 de dezembro de 2016


A chave desta pergunta está em você próprio, nada melhor do que você para nos responder. Faça um exame de consciência e veja o que te traz prazer, quais seu motivos pra estar onde está e quais suas ambições.
Já dizia Zig Zaglar motivação é como banho, pois a motivação não dura sempre tal como o banho e recomenda-se diariamente sempre.
Você é tão capaz como qualquer um que esteja em uma posição acima de você, a única diferença entre vocês é que ele sabe o seu potencial e não poupou esforços para o tão almejado sonho.
E você o que tem feito?

Siga nossas 5 DICAS MASTER

  • Leia, devore tudo sobre motivação todos os dias.
  • Escreva todas sua ideias, tenha um caderno de metas e objetivos.
  • Seja gentil com todos, em todos os momentos.
  • Descanse sempre que possível.
  • Observe seus pontos positivos, veja seus adjetivos e acredite em você.
Poucos estão motivados o tempo todo, porém devemos ter nossos métodos pessoais para conseguirmos motivação e seguirmos em frente no dia a dia.
Perceba, acima tudo, o quão intenso é o poder que tens nas mãos. Sinta os seus desejos, decifre os seus sonhos, e não tenha medo de vencer. O seu sucesso só depende de você.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Sir Nicholas Winton, organizou o resgate de 669 crianças destinados a campos de concentração nazistas, morreu aos 106 anos em  julho de 2015.

O primeiro-ministro descreveu-o como um "grande homem" e o rabino-chefe elogiou sua "excepcional coragem".
Ele morreu na aniversário da partida de um trem em 1939 levando o maior número de crianças - 241.
Seu filho de lei Stephen Watson disse que ele morreu em paz durante o sono à Wexham Hospital, Slough.
Sir Nicholas trouxe as crianças para a Grã-Bretanha, lutando contra a burocracia em ambas as extremidades, salvando-os da morte quase certa, e, em seguida, manteve o silêncio sobre suas façanhas para meio século.
Ele organizou um total de oito trens de Praga, com algumas outras formas de transporte, também criada a partir de Viena.




quebra de linha

O inglês que salvou crianças do Holocausto





Nicholas WintonImage copyrightTOPFOTO
Legenda da fotoNicholas Winton fotografado com uma das crianças que ele salvou em 1939

  • Sir Nicholas nasceu Nicholas Wertheimer em 1909, de pais judeus
  • Em 1938, ele era um jovem corretor da bolsa em Londres
  • Ele largou tudo para ir a Praga para ajudar os refugiados judeus que fugiam ocupação nazista
  • Sir Nicholas organizava famílias de acolhimento para crianças judias na Grã-Bretanha, colocando anúncios em jornais
  • As 669 crianças viajaram com oito trens para quatro países
  • A equipe de Sir Nicholas persuadiu os funcionários aduaneiros britânicos para permitir que todas as crianças, apesar de documentação incompleta
Descubra como Nicholas Winton tirou-tal um plano de fuga perigosa





quebra de linha

O herói relutante trabalhou para encontrar famílias britânicas dispostos de cuidar dos meninos e meninas em suas casas.
Sir Nicholas foi nomeado cavaleiro pela rainha em Março de 2003. O seu trabalho tem sido comparado ao do "salvador" de prisioneiros judeus Oskar Schindler, no entanto, foi uma comparação que não era particularmente afeiçoado.
O Rotary Club de Maidenhead, dos quais Sir Nicholas foi o ex-presidente, disse que sua filha Barbara e dois netos estavam ao seu lado quando ele morreu.
Aos seis anos de idade, ex-MP do Trabalho, Senhor Dubs, foi uma das crianças que foi colocado em um trem da Checoslováquia
Ele pagou um tributo emocional para seu salvador como "apenas um daqueles seres humanos muito especiais"
"O fato real é que ele era um homem que salvou a minha vida e um monte de gente que veio no Kindertransport devo a ele uma enorme dívida.
"Seu legado é que, quando há uma necessidade de você fazer algo por seus companheiros seres humanos, você tem que fazê-lo", disse ele.

'Coragem moral'

Seu filho Nick disse do legado de seu pai: "Trata-se de encorajar as pessoas a fazer a diferença e não à espera  algo a ser feito ou à espera de alguém para fazê-lo.
"É o que ele tentou dizer às pessoas em todos os seus discursos e no livro escrito por minha irmã."





quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Em janeiro deste ano, Pedro Luís Farias, 17 anos, recebeu a feliz notícia de que havia sido aceito para estudar em uma das melhores universidades dos Estados Unidos, Harvard (relembre na reportagem Brasileiros nas tops dos EUA). Mas em março, uma nova surpresa: o rapaz, que acaba de concluir o ensino médio, também foi selecionado para outras 11 instituições no país norte-americano.
“Como nos Estados Unidos, você começa na faculdade e não em um curso específico, ainda não sei no que vou me formar de fato. Tenho interesses bem diferentes e, apesar de querer estudar ciências da computação, isso ainda pode mudar”, explica. Dentre todas as possibilidades, o estudante escolheu ir para Harvard. “Lá existe a opção de ter dois diplomas, e isso é ótimo para mim. Pretendo fazer ciência da computação e ciência política”, conta, satisfeito.
O interesse pela cultura norte-americana surgiu depois que ele morou com a família em Boston (EUA) por um ano e meio, dos seis aos sete anos de idade. De volta ao DF, os pais de Pedro o matricularam na Escola Americana de Brasília, onde o rapaz terminou o ensino médio em maio deste ano.
“Lá, os recursos são direcionados para quem quer fazer faculdade no exterior. Temos preparação para o SAT'S (Scholastic Aptitude Test, requisito para aprovação em universidades americanas) , conselheira que auxilia durante o processo de admissão, professores acostumados a escrever recomendações e, além disso, estamos familiarizados a usar o inglês. Para mim, essas foram algumas das vantagens”, revela Pedro, que recebeu títulos como o de Estudante do ano em maio de 2015.
Requisitos para passar
Vivian Resende foi professora de português na turma em que Pedro estudou durante o ensino médio. Para ela, a receptividade das universidades ao aluno não foi uma surpresa. “Ele é bem dedicado e gosta muito de se fazer notar. Sempre foi participativo, organizado e disciplinado. Cumpria prazos e gostava de superar expectativas. É aquele tipo de aluno que faz perguntas e quer saber o que será exigido dele para se planejar. Como Pedro queria muito estudar fora do Brasil, nós da escola aguardávamos a notícia da aprovação, porque ele se empenhava bastante em tudo”, observa.
Para quem sonha seguir o mesmo caminho, Vivian tem uma dica. “Em primeiro lugar, é preciso entender bem como funciona o sistema de seleção nos Estados Unidos, que é bem diferente do nosso vestibular. Depois, o aluno precisa ter muita disciplina e saber organizar o tempo para ter boas notas e construir um currículo de atividades extracurriculares”, informa. Pedro Farias participou por seis anos do Candangos Chapter of The National Honor Society, uma comunidade de clubes das escolas americanas do mundo inteiro, que se dedicam a atividades sociais. O de Brasília é o Candangos Chapter.
“Para entrar, você manda seu histórico escolar para um conselho de professores analisar, e eles levam em conta atividades extracurriculares também, além de quatro habilidades que valorizam muito: liderança, cidadania, serviço social e desempenho acadêmico”, explica Pedro, que participou de ações voluntárias em instituições como a creche Renascer, na Estrutural, e ajudou o projeto Garatuja, que auxilia meninas em situação de risco. Além disso, sempre organizam café da manhã para as equipes de manutenção e segurança da escola.


Confira as 12 universidades em que Pedro foi aprovado:


Harvard University

Princeton University
Yale University
Columbia University
Duke University
Vanderbilt University
University of California Berkeley
Carnegie Mellon University
Georgia Tech
Boston College
Tufts University
Northeastern University

Fonte: Correio Braziliense








terça-feira, 1 de novembro de 2016



Se você acha que já está velho para os estudos, acredito que você tem muito para aprender com está senhora que se formou no colegial com apenas 103 anos de idade. Nunca se é tarde para se adquirir conhecimento. Marie Hunt, da cidade de Spring Green, em Wisconsin, nos Estados Unidos, conseguiu realizar em 2015 o grande sonho de se formar no ensino médio na Spring Green High School.

A espera para ter o diploma do colegial nas mãos já durava 90 anos, pois Marie Hunt foi obrigada a largar o ensino médio aos 13 anos de idade devido a distância de casa para a escola. “Não tinha condições de uma criança morar a mais 10 km do colégio e se formar”, afirma Hunt.

Outro fator que contribuiu para adiar a realização do sonho foram os oito irmãos caçulas, dos quais ela precisou cuidar, logo depois de ter concluído o oitavo ano.

Marie Hunt, enfim, foi condecorada com o documento no dia 10 de abril de 2015. “Cem anos depois, aqui estou eu”, diz Hunt, que agora também planeja cursar uma faculdade.


domingo, 30 de outubro de 2016

O médico Flávio Rezende – o quarto da direita para esquerda na foto acima – é o primeiro brasileiro a realizar uma operação que devolverá a visão a uma pessoa cega.Afirmaram os noticiários da imprensa mundial que um médico brasileiro, o oftalmologista Flávio Rezende Filho- chefe do Departamento de Retina de Montreal -, no Canadá, realiza cirurgias que fazem com que cegos voltem a enxergar. Embora não descrente de tal fato, mas, a exemplo de São Tomé, “querendo ver para crer”, constatei a veracidade do fato, em reportagem que vi na televisão.
Aquele facultativo, ao realizar inédita operação, implantou um “chip” no olho de uma senhora de meia idade, juntamente com uma câmera instalada nos óculos dessa paciente cega, que se submetia à cirurgia em virtude de se encontrar privada da visão há muitos anos. Segundo depoimento do oculista, imagens dessa câmera são remetidas diretamente ao cérebro da paciente submetida a tão delicada cirurgia oftalmológica. Tais imagens são captadas, inicialmente, em preto e branco, como nos aparelhos de televisão antigos.
Ao justificar essa situação, o médico explica que a metodologia começa dessa maneira. E, para um paciente que antes nada enxergava e que volta a recuperar a visão, já é um grande passo da medicina. Isso, segundo Flávio Rezende Filho: “É algo de maravilhoso”. Acrescenta que já se está trabalhando em um avanço da informática na tentativa da obtenção de imagens em cores, a fim de que os antes considerados cegos possam voltar a enxergar todas as coisas coloridas. Esse milagre da ciência não está distante de se realizar e há perspectivas de que, graças aos avanços da eletrônica, existam grandes possibilidades, em um futuro não muito distante, se concretize.
É o próprio pesquisador quem esclarece que a visão vista pelo ex-cego não é igual àquela que os portadores de visão veem, mas sim uma visão digital denominada pixel, que, de acordo com os dicionários, significa a unidade mínima de uma imagem digital, ou seja, apenas um ponto.
A jornalista Paula Ferreira, em brilhante reportagem alusiva a esse fenomenal ineditismo, assevera que: “a tecnologia é indicada para pessoas com distrofias que afetam as células receptoras de luz da retina e que, dessa forma, o chip implantado faz o papel dos fotorreceptores e manda a imagem capturada pela câmera instalada nos óculos que serão usados pelo paciente, para o cérebro, por meio do nervo ótico”. E mais: “para transmitir as informações dos óculos para o chip, a tecnologia utiliza radiofrequência que, segundo o médico, é mais estável e menos suscetível às interferências externas como aconteceria no caso do uso de Wi-fi”, ou seja: “de redes sem fio”. Fato importantíssimo: é o próprio usuário quem regula a intensidade da entrada da luz, utilizando um computador de mão de pequenas proporções. Durante o sono, o sistema pode ser desligado. Assim, a tecnologia dá mais um excelente passo em prol da medicina moderna.
Existe a intenção de que seja trazida para o Brasil.De acordo com Rezende, a empresa detentora da tecnologia pretende apresentar a proposta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para obter o aval e trazer o olho biônico para o país.
Preço:Por enquanto a cirurgia é para poucos.Ela custa cerca de US$ 170 mil – cerca de 680 mil reais.
Fonte: Diário Pernambuco



Guilherme Dabus concluiu a especialização em Chicago e no General Hospital/Harvard School, em Boston (MA)
Filho de médico, Guilherme Dabus, de 38 anos, soube que seguiria a profissão do pai ainda na adolescência. Após concluir a residência no Brasil, ele conquistou uma vaga para especialização em Chicago, no General Hospital/Harvard School, em Boston (MA) e, posteriormente, foi convidado para assumir a diretoria do Centro de Neurociência do Baptist Hospital, em Miami (FL). Atualmente, Guilherme é considerado um dos maiores especialistas em neurocirurgia endovascular no estado, onde reside com a família. As informações são do jornal Achei USA.
“Eu sempre tive muito contato com a medicina desde criança através do meu pai que também é médico. Eu me lembro muito bem que muitas vezes ele me levava junto com ele para o hospital ou outras vezes minha mãe nos levava para visitá-lo quando ele estava de plantão”, disse ele ao Achei.
A decisão final ocorreu entre os 15 e 16 anos, pois até então Dabus pensava em cursar Engenharia Aeronáutica, entretanto, a atração pela Medicina foi mais forte.
O médico brasileiro é especialista em aneurismas cerebrais e utiliza técnicas endovasculares minimamente invasivas, o que é menos traumático para os pacientes. Apesar do status, Guilherme frisou que a maior recompensa da profissão é a gratidão demonstrada pelos pacientes e seus familiares. Ciente de sua responsabilidade, ele detalhou que durante congressos e encontros científicos, costuma citar o célebre filósofo grego Aristóteles: “Nós somos o que fazemos repetidamente; a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.
Apesar de ter concluído  os estudos nos EUA, Guilherme ainda mantém o “estilo brasileiro” quando lida com seus pacientes, especialmente aqueles naturais da América Latina. Ciente das diferenças culturais, ele observa que, após uma cirurgia de um norte-americano, geralmente há no máximo três pessoas esperando enquanto que, no caso de latinos, muitas vezes há a presença da família inteira. Essa diferença cultural exige dos profissionais flexibilidade no momento de lidar com os pacientes.
. Cuidado e prevenção:
Um aneurisma é uma área frágil na parede de um vaso sanguíneo que faz com que o vaso forme uma protuberância ou aumente de tamanho. Quando o aneurisma ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, ele é denominado de aneurisma cerebral. Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma cerebral, mas apenas um pequeno número desses aneurismas causam sintomas, normalmente decorrentes de seu crescimento e/ou ruptura. Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo. Um aneurisma pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde, como depois que um vaso sanguíneo é lesionado.
Vários fatores podem contribuir para o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma cerebral: Adultos são mais propensos a ter um aneurisma cerebral do que uma criança; mulheres são mais propensas a adquirir a doença do que homens; fumo; hipertensão, aterosclerose; uso de drogas, especialmente cocaína; ferimento na cabeça; consumo excessivo de álcool; infecções sanguíneas específicas e em mulheres, níveis inferiores de estrogênio após a menopausa.

Médico é o primeiro da família a ter curso superior e se formou na UPE. Filho de pedreiro e ex-cortadora de cana, ele entrou em medicina em 2010

Um dos sete filhos do pedreiro José Lopes, de 63 anos, e da dona de casa Edileusa Maria, de 59, o agora médico Jonas Lopes trabalhou como cortador de cana até os 15 anos. Nascido em Palmares, Mata Sul de Pernambuco, Jonas morou até 2006 em Joaquim Nabuco. Hoje com 30 anos, o futuro cardiologista garante ao G1: "o que me move é o conhecimento e ajudar as pessoas".

Ele é o primeiro da família a ter curso superior, mas acredita que no futuro os irmãos irão seguir o mesmo caminho. "Agora eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina, distribuir esse amor para os meus pacientes. Também quero estudar, estudar e nunca parar", afirmou.
Jonas se tornou médico de fato e direito na quarta-feira (29) - dia da colação de grau. Ele disse que não conseguiu segurar a emoção no momento em que foi homenageado pelos colegas.
"Tivemos uma colação antecipada no dia 17 de junho, que foi para pegar o registro do Cremepe [Conselho Regional de Medicina de Pernambuco]. Na solenidade oficial, na hora do discurso da oradora, ela disse: 'Jonas, levante'. Em seguida, falou um breve histórico da minha vida, me parabenizou e todos os meus colegas me aplaudiram. Não aguentei e chorei demais", revelou.
O médico, que desde de criança ajudava a mãe a cortar cana, trabalhou na zona rural de Joaquim Nabuco dos 12 aos 15 anos. Foi também durante a infância que veio o sonho de cursar medicina. Desde pequeno Jonas gostava de ciências. Devido às dificuldades pelas quais a família passava, pensou em ser professor, porque - para ele - seria mais fácil. "Mas eu ficava admirando o trabalho de médico. Sempre tive a medicina no coração", falou.
Entre os anos de 1998 e 1999, o médico parou de estudar. Ao G1, ele disse que esta "parada" nos estudos foi um momento de rebeldia. "Eu recomecei em 2000. Na verdade, eu caí na real. Ver minha mãe trabalhando no engenho, sofrendo… Ela tinha que comprar os meus cadernos e dos meus irmãos ou comida para dentro de casa. Quando eu vi esse sofrimento dela, decidi que jamais iria parar de estudar. O céu não é nem o meu limite. Eu amo estudar", explicou Jonas.
O recém-formado também trabalhou dando aulas de de reforço, em casas de jogos e carregando frete na feira. No ano de 2006 ele fez o vestibular de medicina e passou só na primeira fase.
Em 2007, Jonas começou a se preparar para o vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE), que oferecia vagas exclusivas para estudantes de escolas públicas. "Eu conheci o sistema de cotas da instituição e vi que tinha como entrar por ele, já que eu sempre estudei por escola pública. Esse sistema de cotas foi minha esperança", lembrou o médico.
Aprovação na UPE
Jonas tentou entrar na universidade por três anos. Em 2006 ele estudou sozinho e não conseguiu a aprovação. No mesmo ano ele juntou o dinheiro do trabalho para ir morar no Recife com a irmã. De 2007 até 2009 - ano no qual foi aprovado - ele cursou pré-vestibular e estudava de dez a 12 horas por dia.
O médico recém-formado conseguiu assistência moradia e alimentação como bolsa da UPE e morou durante seis anos na Casa do Estudante de Pernambuco. "Fui monitor de inglês na casa, ganhei bolsa de iniciação científica e extensão universitária", disse.
Em 2014 Jonas começou a estagiar em uma unidade de saúde de Joaquim Nabuco. Com o estágio ele ajudava na renda dos pais. "Eu ficava atendendo e passava os casos para o médico plantonista, que é como é regulamentado pelo código de ética médica", lembrou.




Ele tinha tudo para dar errado. Mas decidiu contrariar os paradigmas de um garoto pobre, negro e criado em meio à violência, drogas e alcoolismo. Cícero Pereira Batista tem 33 anos que podem ser triplicados pelas experiências que viveu. Após tirar literalmente do lixo sua esperança de uma vida melhor, hoje comemora a conquista do diploma de médico conquistado graças à obstinação, como ele mesmo define.
Foi na quadra 20 da QNL, mais conhecida como Chaparral e pelos altos índices de violência, que o então menino Cícero cresceu. Na época ainda era chamado de Juca pelos sete dos 20 irmão que conseguiram sobreviver à pobreza.
Quando tinha apenas três anos, o pai morreu e o futuro que já seria difícil se tornou pior. A mãe de Cícero encontrou no álcool a fuga para as mazelas da periferia que tomaram conta de sua casa. O irmão mais velho passou a traficar e usar drogas. Momentos que marcaram a mente de Juca.
— Meu pai, antes de morrer, pediu ao meu irmão mais velho que cuidasse de nossa família, mas ele não suportou. Ele se envolveu com as drogas e passou a usá-las dentro de casa. Isso aqui era cheio de gente drogada. Eu via meu irmão cheirando cocaína ao meu lado.
Em meio ao caos, Cícero buscou meios para sua própria subsistência. E o foi buscar no lixo o que comer. Entre lágrimas, ele lembra o que precisava fazer para comer e ajudar a irmã mais nova.
— Eu tinha que chafurdar no lixo para encontrar comida. E muitas vezes encontrava pedaço de carne podre, iogurte vencido, resto de comida que ninguém queria. Era aquilo que me alimentava. E no meio do lixo surgiu a minha oportunidade de uma vida melhor.
No meio aos restos, Cícero encontrava livros e discos de vinis velhos. Os livros passaram a ser o refúgio de tanta desgraça. Os vinis, a trilha de uma trajetória que ele jamais imaginava percorrer.
— Eu lia tudo que encontrava pela frente. Eram livros velhos manchados pelo chorume de lixeiras de supermercados, mas era a única coisa que eu tinha. Os vinis eu escutava na casa de um vizinho. Beethoven e Bach foram minhas inspirações.
A irmã de Cícero o matriculou na escola pública próxima a sua casa. Só conseguiu chegar ao ensino técnico graças à ajuda de professores e amigos. Decidiu fazer o curso de técnico em enfermagem que passou em segundo lugar na seleção feita pelo Cespe, banca que integra a UnB (Universidade de Brasília).
Ao concluir o curso logo veio a primeira vitória. Foi aprovado no concurso da Secretaria de Saúde para técnico em enfermagem e passou a trabalhar no HRT (Hospital Regional de Taguatinga). Mas ainda era pouco para quem estava acostumado com tanta dificuldade. Então ele buscou o que já procurava desde a infância. Passou para o vestibular de medicina em uma faculdade particular de Araguari.
Cícero estudava de segunda a sexta-feira e aos fins de semana tirava plantão de 40 horas no HRT. O salário que recebia ia todo para o pagamento da mensalidade. Sobrevivia de doação e da própria determinação.
Como a rotina estava muito difícil, Cícero decidiu fazer o Enem e tirou nota suficiente para lhe garantir uma bolsa de estudos em uma faculdade particular do DF. Passou a estudar medicina no Gama onde enfrentou o preconceito racial e a rotina de estudos.
— Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história eu também poderia me tornar um bom médico.
E deu certo. No dia 6 de junho deste ano, o menino Juca se tornou o Dr. Cícero Batista. Na formatura foi ovacionado por professores, colegas e os pais daqueles que costumavam discriminá-lo por ser negro e pobre.
Hoje faz questão de contar a própria história no lugar onde tudo começou. A casa ainda sem nenhum conforto na QNL 20 é o lugar que abriga a mãe e os livros achados no lixo e nas paradas de ônibus. Os planos agora são outros, mas sempre focados em dias melhores.
— Eu quero justificar a confiança que meus professores e meus amigos depositaram em mim. Por isso estou focado em me tornar um bom médico, dar uma vida melhor para minha mãe e depois me especializar em psiquiatria ou pediatria. Mas ainda penso estudar Direito, quem sabe.
Fonte: mundo gump

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